E NO ENEM? PRORROGAÇÃO DO HORÁRIO ELEITORAL LEVANTA REFLEXÃO SOBRE FLEXIBILIZAÇÃO EM OUTROS MOMENTOS

Nathalia KruttzCEO1 min de leituraNeste domingo (25), o Brasil acompanhou uma decisão que ampliou em duas horas o período de votação do segundo turno das eleições de 2026. O encerramento, inicialmente previsto para as 17h, foi prorrogado até as 19h, por determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida foi tomada após relatos de dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar aos locais de votação, especialmente em razão de problemas no transporte público em diferentes regiões do país.
A decisão, de abrangência nacional, buscou preservar o direito ao voto diante dos obstáculos de deslocamento.
Mas o episódio também abre espaço para uma reflexão importante: se situações excepcionais justificam a flexibilização de horários para garantir o exercício de um direito, será que esse mesmo olhar não deveria ser considerado em outras circunstâncias?
Um exemplo é o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que todos os anos mobiliza milhões de estudantes brasileiros. Diferentemente do que aconteceu neste domingo, os portões do exame seguem horários rigorosos de fechamento, e candidatos atrasados ficam impedidos de realizar a prova.
É importante destacar que eleições e exames possuem regras, estruturas e necessidades operacionais diferentes. Ainda assim, ambos representam momentos importantes para o futuro da população.
A proposta desta reflexão não é contestar a decisão judicial, mas ampliar o debate sobre acessibilidade, igualdade de oportunidades e a importância de valorizar também a educação.
Afinal, se reconhecemos que dificuldades de mobilidade podem comprometer o exercício de um direito, como podemos pensar em soluções para que obstáculos semelhantes não prejudiquem o futuro de quem busca uma oportunidade por meio dos estudos?
E aí, o que vocês acham? A flexibilização de horários em situações excepcionais também deveria ser discutida para o Enem?



